“Lutaremos pelos direitos dos trabalhadores demitidos da Jari Celulose”, garantem senadores Randolfe e Davi

Senadores Randolfe e Davi com funcionários demitidos da Jari Celulose

Durante reunião com centenas de trabalhadores demitidos da NDR Agro Florestal, que presta serviço junto à empresa Jari Celulose, no Vale do Jari, os senadores Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) ficaram indignados com os fatos relatados pelos profissionais. Durante o encontro, realizado no Sindicato dos Trabalhadores de Laranjal do Jari, na cidade de mesmo nome, na noite deste sábado (10), os congressistas ficaram cientes que 468 cidadãos foram dispensados pelo empreendimento sem receber seus direitos salariais. A situação se arrasta há meses sem solução.

Após ouvir o líder dos trabalhadores, Francisco Pereira, conhecido na região como “Piricó” e mais dezenas de ex-funcionários da NDR, Randolfe e Davi se revoltaram com os absurdos em série e garantiram que lutarão pelos direitos dos mais de 400 pais de família. Os ex colaboradores do empreendimento também receberam apoio do prefeito de Laranjal do Jari, Márcio Serrão, presente na reunião acompanhado do vice-prefeito, João Tadeu.

Orientação jurídica

Na ocasião, o advogado trabalhista Alberto Alcolumbre, que atua há seis anos em Laranjal do Jari, compareceu à reunião por convite dos senadores, orientou que os trabalhadores entrem na Justiça para a condenação das duas empresas e para que ganhem o que lhes é justo perante a Lei.

Empréstimo, má fé e investigação

Em junho de 2016, o presidente do Grupo Jari, Sérgio Amoroso, foi até o Senado Federal, em Brasília (DF), para pedir apoio dos três senadores do Amapá, Randolfe, Davi e João Capiberibe (PSB-AP) para que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) aprovasse um refinanciamento para a empresa, que paralisou suas atividades, entre 2013 e 2014, no Sul do Amapá.

Após o empenho dos três congressistas, o recurso foi liberado em agosto do ano passado e um dos objetivos seria a manutenção de empregos dos profissionais que trabalham no empreendimento. Ou seja, um incentivo necessário para reerguer a Jari, pois cerca de 90 mil habitantes nas cidades de Laranjal do Jari e Vitória do Jari vivem do trabalho ligado à fábrica, essencial para a economia da região. Randolfe e Davi se disseram indignados com a má-fé da empresa diante dos relatos.

Para tratar do caso, Randolfe pedirá para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado para investigar os últimos empréstimos do BNDES, CPI da qual Davi já é membro. Com isso, irá apurar este empréstimo da Jari Celulose junto ao BNDES. Os senadores lutarão para que os trabalhadores tenham os direitos assegurados e cobrarão explicações da Jari Celulose.

Esperança, agradecimento e ação dos senadores

De acordo com o José Maria Nascimento, conhecido no Vale do Jari como “Pires” e um dos 468 trabalhadores demitidos pela NDR Florestal sem os direitos pagos, o engajamento dos senadores pela causa lhe deu esperança para resolução do problema. Ele se disse agradecido pelos congressistas abraçarem essa luta. “Agora, com Randolfe e Davi conosco, tenho esperança de receber o que me é digno. Agradeço aos senadores por brigarem por nós, pais de família injustiçados pelas empresas”, ressaltou.

“Quando fizemos a gestão junto ao BNDES, pretendíamos assegurar os empregos no Vale do Jari. Demitir trabalhadores com oito, dez, quinze anos dedicados às empresas, após receber o financiamento e ainda por cima não pagar direitos foi um absurdo. Podem ter certeza que tomaremos providências com relação a isso. Garanto a vocês que venceremos esta batalha”, frisou Davi Alcolumbre.

“Com estes cidadãos sem emprego, o problema econômico e social é gravíssimo. Eu e senador Davi saímos hoje daqui com a responsabilidade de já na segunda-feira (13), irmos até a Justiça do Trabalho apelar para que a Lei se cumpra e os direitos dos trabalhadores sejam garantidos. Qualquer decisão deverá condenar uma das empresas. Não vejo como ser diferente. Também irei procurar o Ministério Público do Trabalho e solicitarei que não só acompanhe a questão, mas seja rigoroso com a empresa Jari”, pontuou Randolfe Rodrigues .

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