Randolfe apoia movimento de luta antimanicomial no Amapá

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O Movimento da Luta Antimanicomial, criado após denúncias de irregularidades e violação de direitos humanos em instituições manicomiais, vem há anos tentando mudar a realidade no atendimento aos pacientes com transtornos mentais. No Amapá, o Movimento é integrado por 50 participantes: profissionais da área de saúde mental, assistência social, segurança pública, justiça, educação e usuários dos serviços de saúde mental e assistência social da cidade de Macapá e enfrenta uma série de dificuldades para garantir atendimento de qualidade.

O Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) ouviu atentamente os relatos e se comprometeu a alocar emenda parlamentar já para o orçamento de 2018 “Essa emenda será destinada a contrução da Unidade de Acolhimento que até hoje não existe no Amapá”, disse Randolfe .

O senador é autor do Projeto de Lei nº 1010/2006 que dispõe sobre a proteção integral aos portadores de transtorno mental no Amapá. O PL garante a proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da dignidade.

Apesar de existir uma lei que garante tantos benefícios aos pacientes, o relato de Reinaldo dos Santos (42), revela que o Amapá ainda está longe de alcançar excelência nesse tipo de atendimento. Ele tem esquizofrenia, é usuário da rede de saúde mental há dez anos e aponta inúmeras deficiências no trato “É muito bom ter um político interessado no tema. Já usei drogas e fiz tudo que tinha que fazer de errado. Eu sempre busco ajuda, mas falta medicação, muitas vezes não temos nem Diazepam. Eu tive muitos traumas e, com o tempo, fui percebendo que além da medicação a gente precisa de amparo. O acolhimento também cura, só que encontramos muito preconceito, é a chamada prisão sem muro. Precisamos de algo emergencial. Prender não cura ninguém” desabafou.

Segunda dados do Centro de Referência Especializado para a População de Rua (Centro-POP) existem hoje nas suas de Macapá aproximadamente 80 pessoas com problemas mentais “Sabe-se que o número de cadastrados não é proporcional ao número real da demanda existente que muitas vezes os serviços de assistência não conseguem alcançar. A inauguração do Centropop, que existe desde 2014 já representa um grande avanço em integração da política de assistência social, no entanto o cuidado não é integral quando ainda temos essa população dormindo na rua.”.

Os mesmos dados do Centro-POP revelam ainda que Macapá a única capital do Brasil que não dispõe de um serviço de pernoite para tal população “Tal fato infeliz denota ainda a dificuldade em realizar um plano terapêutico singular eficaz nos serviços psicossociais de atenção às pessoas que fazem abuso de crack e outras drogas e às pessoas com transtornos mentais que estão em situação de rua, no caso CAPS e CAPS-AD”.

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