Senador Randolfe concorre ao troféu “Vassoura de Ouro” pelo combate a corrupção

A ideia é homenagear aqueles que combateram a corrupção e a impunidade no ano de 2012. Quem decide o vencedor é a própria população através da votação pela internet, disponível na página do Troféu Vassoura de Ouro no Facebook, no link: http://www.facebook.com/questions/381242668631728/ O Senador Randolfe Rodrigues (PSOL) é um dos concorrentes ao prêmio, principalmente pelo trabalho desempenhado durante a CPI do Cachoeira.

A Vassoura de Ouro 2012 será entregue em março próximo e os internautas podem votar até o fim de fevereiro. A iniciativa é inspirada e faz o contraponto ao ‘Troféu Algemas de Ouro’, que elege o maior corrupto do país.

Os candidatos foram indicados pelas entidades Rio de Paz e Movimento 31 de Julho, são eles: o presidente e o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa e Ayres Britto; o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; a ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon; o ex-presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Sepúlveda Pertence; o deputado Miro Teixeira; o senador Randolfe Rodrigues; e o coordenador o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral, Marlon Reis. Participe!

Senador Randolfe participa de ato contra corrupção em Brasília

O senador Randolfe Rodrigues particpou nesta quarta-feira (28) em Brasília de um ato contra a corrupção. Representantes da sociedade civil colocram 594 vassouras representando deputados e senadores no gramado em frente ao Congreso Nacional.

 

Os organizadores do ato querem que cada parlamentar pegue uma vassoura e faça uma faxina na corrupção existente nas duas Casas.

 

 

Além da faxina, o  protesto pedia também  o fim do voto secreto no Congresso. Na última semana Randolfe participou do lançamento da Frente Parlamentar em defesa do voto aberto.

 

Randolfe declara solidariedade a ADPF que participa de audiência na CDH amanhã

O Senador Randolfe Rodrigues recebeu nesta terça-feira (22), o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), o delegado Bolivar Steinmetz.  Na ocasião, o senador amapaense reforçou sua solidariedade à Associação, colocando-se à disposição dos delegados para fazer a interlocução entre a categoria e o Congresso, no Senado Federal.

O delegado Bolivar Steinmetz será um dos convidados da audiência pública desta terça-feira (23) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, que irá debater políticas de combate à corrupção e à impunidade. A audiência pública foi proposta a partir de requerimento do Senador Randolfe e mais nove senadores que integram no Congresso a Frente Suprapartidária contra a corrupção e a impunidade.

A ADPF foi convidada por sugestão de Randolfe, que na última semana já havia prestado solidariedade à ADPF, ao ler nota divulgada pela entidade que rebatia as criticas feitas aos policiais pelo uso de algemas na prisão de 35 pessoas do Ministério do Turismo, suspeitas de envolvimento em esquema de corrupção.

“Fico incomodado quando vejo instituições sérias trabalhando no combate ao crime e sendo agredidas por pessoas que querem minimizar esse trabalho. Quero reafirmar todo o meu apoio a Polícia Federal. Nós do Amapá temos um pleito de agradecimento a essa instituição que nos livrou da corrupção em um momento tão importante, como o período eleitoral”, disse Randolfe.

Ele acredita que a audiência pública desta terça-feira será a oportunidade para conseguir amplo apoio da população. “Com essa audiência pública queremos mobilizar a sociedade para que as ações contra a corrupção não sejam protagonizadas somente pelo parlamento, mas por toda a população”.

O Delegado da Polícia Federal agradeceu ao senador o apoio e o convidou a fazer uma visita na sede da ADPF em Brasília. Bolivar Steinmetz destacou que a nota divulgada pelos delegados teve uma repercussão maior do que a esperada, com o apoio de entidades internacionais.

“Ficamos apreensivos com as criticas feitas a nossa atuação, mas entendemos que se o pai de família que rouba para dar comida aos filhos é algemado, o mesmo tratamento tem que ser dado aos “grandes””.

Audiência Pública – A audiência na CDH nesta terça-feira começa às 8h30. Além da ADPF participam representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União, entre outros.

 

 

Senadores lançam frente contra a corrupção

Do Jornal O Globo: Diante do nariz torcido de petistas e líderes governistas, senadores de vários partidos aliados se uniram ontem ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) para lançar a frente suprapartidária contra corrupção e impunidade, de apoio à faxina pretendida pela presidente Dilma Rousseff em áreas do governo denunciadas por corrupção. Simon, no discurso que mobilizou o plenário toda a tarde, lembrou que o movimento das Diretas Já começou com meia dúzia de pessoas, e depois ganhou o país contra uma ditadura. A frente conta, por enquanto, com nove senadores.

Os senadores se revezaram na tribuna e chamaram de “segunda-feira cívica” o dia do lançamento da frente. Deixaram claro que o movimento não significa alinhamento automático à presidente Dilma, mas para apoiá-la a continuar a limpeza e o combate a corrupção, sem se render à chantagem dos partidos atingidos, principalmente na Câmara.

Simon pediu que todos os líderes tivessem humildade de dialogar com Dilma, sem chantagens, para que ela possa continuar a limpeza. Mas pediu também que Dilma saiba manter o diálogo, sem truculência e sem impor decisões.

– Nossa presidente tem de ter um pouco mais de gentileza, sem dar ordens de cima para baixo. Ela tem que dialogar com a gente, conversar, sentar junto para encontrar uma saída – pediu Simon. – Essa não é uma sessão normal de segunda-feira, é uma sessão diferente. Hoje toda a sociedade quer justiça, ética e dignidade. Que a presidente leve firme adiante essa decisão. Presidente, apure o que tem que ser apurado com grandeza, seriedade, magnitude, espÍrito republicano, mas continue!

Muitos senadores apoiaram o início do movimento, contra a chantagem da base, que se negou a votar semana passada.

– Pelo menos aqui no Senado a presidente não ficará refém ou vítima de dificuldades. Apoio o movimento – discursou Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

– A presidente foi eleita legitimamente e está enfrentando um dos maiores males deste país, a impunidade e a corrupção. Estou disposta a participar dessa frente. Não é um alinhamento automático, mas um apoio político para que não fique refém das forças que não querem a moralidade – disse Ana Amélia (PP-RS), que assinou a CPI do Dnit, proposta depois esvaziada pelo Planalto.

Também falaram Marcelo Crivella (PRB-RJ), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e vários outros senadores da base. Mas apenas nove aderiram à frente. Cristovam Buarque (PDT-DF) reforçou a necessidade do diálogo:

– Queremos sugerir algumas coisas à presidente. Não queremos que fique só na faxina. É hora de ela chamar para conversar pessoas que não querem indicar nenhum cargo. Porque, nos últimos governos, presidente só chama quem quer indicar cargos ou liberar emendas. Chame para conversar quem quer colocar o Brasil em primeiro lugar e quem quer que este país não queira mais corrupto no governo.

No seu discurso de apoio à frente, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o único do partido que faz oposição declarada ao governo, pediu que a presidente Dilma Rousseff não se deixe intimidar pelas chantagens de sua base fisiológica, e continue a faxina ética onde houver corrupção. E ressaltou que ela não pode ter um comportamento desigual com partidos como o seu, o PMDB, a despeito de perder o apoio da sociedade.

– A presidente Dilma está tentando se desvencilhar da herança maldita que herdou do ex-presidente Lula. Tem que ter nosso apoio firme, tem que buscar isso na sociedade também. Mas ela só terá esse apoio se tiver um comportamento uniforme e buscar o apoio da oposição. Mesmo reduzida, a oposição é muito importante neste momento em que ela enfrenta os fisiológicos – disse Jarbas, completando. – A chantagem que pode estar acontecendo nas duas Casas pode incomodar e assustar. A presidente tem que ter a consciência de que a faxina tem de ser completa. Não pode deixar outros partidos, inclusive o meu, o PMDB, sem serem punidos. Ela tem de punir. O combate não pode ser leviano.

O senador petista Jorge Viana (AC) rebateu as críticas à herança maldita.

– Sinto muito, mas não concordo que o presidente Lula tenha deixado uma herança maldita – disse Viana, sugerindo que os líderes da Câmara e do Senado façam um pente fino nos projetos que existem com propostas para melhorar os gastos públicos e instituir mecanismos de combate à corrupção. – Precisamos encontrar mecanismos para que não se cometam injustiças na busca da justiça.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) batizou o dia de “segunda-feira cívica contra a corrupção”:

– Eu apoio a presidente Dilma para tirar de seu governo o pior tipo de ladrão, que não é o ladrão de galinha, mas o ladrão do dinheiro público, que rouba os sonhos da nação.

O senador Pedro Taques (PDT-MS), em seu discurso, disse que o livro “A arte de roubar” tem sido o livro de cabeceira de muita gente neste governo. E rejeitou o argumento de que a presidente não pode avançar na faxina em nome da governabilidade.

– Isso pode ser muita coisa, menos governabilidade! Outro livro muito bom é “Como a picaretagem tomou conta do mundo”. Ilustra muito bem como a corrupção grassa no país.

Maria Lima/Gerson Camarotti

Punição de suspeitos de desvios pode levar até oito meses, diz CGU

DO G1- O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, disse nesta quinta-feira (11) que os processos disciplinares punitivos, que podem resultar na demissão dos servidores suspeitos de envolvimento com esquemas de corrupção, podem demorar de seis a até oito meses para serem concluídos pela CGU.
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* CGU vai investigar desvios no Ministério do Turismo

De acordo com o ministro, a CGU tem hoje processos investigativos em andamento no Ministério dos Transportes, Turismo e Agricultura, além do Dnit, Valec e Conab, todas ligadas aos ministérios que são alvo de denúncias de irregularidades.

Desde 2003, segundo o ministro, 3.000 servidores foram punidos com a demissão dos cargos públicos. Só do Ministério dos Transportes, 70 servidores envolvidos com irregularidades perderam o emprego.

“Um trabalho de correção, que é aquele de caráter punitivo, você fica aos prazos da Justiça, sobretudo os prazos legais de defesa. Os acusados têm advogados, que sabem pedir mais prazo e recorrer. Sobre esses não temos um controle total dos casos. Num processo disciplinar punitivo, que pode levar à demissão, eu estimo que num prazo de seis a oito meses pode estar concluído [os processos]”, disse o ministro.

Hage se reuniu com um grupo de parlamentares do PSOL, PDT, PT, que queria informações sobre as investigações e oferecer ajuda à CGU, por meio da destinação de emendas parlamentares para auxiliar no trabalho da controladoria.

“Toda a ajuda é muito bem-vinda. Ajuda para o combate à corrupção, sobretudo. Todos os órgãos que estão empenhados em combater a corrupção são bem-vindos. Se algum deputado quiser fazer uma emenda incluindo recursos para combater a corrupção, o povo brasileiro e eu somos aplaudindo”, afirmou o ministro.

Auditoria
Hage afirmou que as equipes de auditoria estão priorizando os trabalhos nos órgãos onde há denúncias de suspeitas de irregularidades.

Nesta quinta, 11 computadores foram recolhidos por auditores no ministério do Turismo. Segundo o ministro, ao todo existem 10 comissões de sindicância de processo administrativo instaurados nestes órgãos. A sindicância no Ministério dos Transportes deve ser a primeira a ser finalizada, até o dia 31 de agosto. São essas sindicâncias que vão apontar as supostas irregularidades com mais detalhes.

“Os trabalhos de auditoria para esta etapa, só para os denunciados, estamos estimando um prazo de 60 dias cada [para a conclusão] um sendo que o Transporte termina em 31 de agosto. A do Turismo, que começou hoje, termina em 11 de outubro. Uma média de 60 dias”, disse.
O ministro alegou que, apesar de a CGU estar com um déficit de cerca de 400 servidores, as auditorias que são instaladas devido às denúncias têm prioridades.

“Estamos priorizando as investigações importantes dentro dos parcos recursos que dispomos. Sobretudo num ano de contenção como estes. Mas isso não atrasa em nada nosso trabalho. Nosso trabalho depende mais de recursos humanos que materiais. Nós estamos mais ansiosos para concursos do que de orçamento. A CGU está há três anos sem concurso e isso esperando que a presidente Dilma no ano que vem possamos admitir mais pessoal”.

Os parlamentares que se reuniram com Hage pretendem procurar outros órgãos, como a Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Conselho Nacional de Justiça para pedir empenho nas investigações envolvendo denúncias de corrupção. Segundo o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos principais pedidos do grupo de parlamentares é que haja punição dos envolvidos. “Vamos acompanhar passo a passo as investigações. Queremos um combate sistemático da corrupção”, disse.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), emendas parlamentares devem ser encaminhadas para os parlamentares a fim de auxiliar os trabalhos da CGU. “A CGU merece apoio político e aporte financeiro. O orçamento anula da CGU hoje é de R$ 62 milhões. Podemos auxiliar a aumentar esses recursos”, disse o senador.

CPI
Apesar de defenderem ações no combate à corrupção, nem todos os parlamentares assinaram o requerimento que pede a instalação da CPI da corrupção. O senador Pedro Taques (PDT-MT), que integra a base de apoio do governo, disse que “se for o caso” assina o requerimento.

O deputado Reguffe (PDT-DF) assinou o requerimento pedindo a instalação da CPI. “Não vejo problema algum em ter CPI”, disse o deputado Reguffe.

Já o deputado Domingos Dutra (PT-MA), que também esteve na reunião da CGU, disse que a bancada do PT ainda vai “discutir” um posicionamento sobre a CPI. “Nós aplaudimos as decisões da presidente Dilma de fazer uma faxina contra a corrupção […] Nós do PT não fazemos anda sozinhos. Nós vamos discutir com a bancada do PT a possibilidade de assinar a CPI”, disse.

Iara Lemos Do G1, em Brasília

 

PSOL protocola representação no Conselho de Ética contra Nascimento

Do Portal G1- A líder do PSOL no Senado, Marino Brito (PA), e o senador Randolfe Rodrigues (AP) protocolaram na tarde desta quinta-feira (7) uma representação no Conselho de Ética da Casa contra o ex-ministro Alfredo Nascimento. Após deixar o ministério nesta quarta-feira (6), Nascimento retornará ao Senado e também para a presidência do PR ainda nesta quinta.

Segundo Randolfe, o objetivo da representação é investigar a série de denúncias que levaram à saída de Nascimento dos Transportes.

“As ações que ele praticou no exercício do ministério também foram ações enquanto senador da República. Ele não deixou de ser senador e ainda não respondeu aos atos”, disse o senador ao G1.

A representação do PSOL foi entregue na secretaria da Mesa Diretora da Casa. Os parlamentares querem que Nascimento preste esclarecimentos sobre as denúncias de superfaturamento em obras que resultaram na sua saída da pasta.

 

Nascimento deixou o cargo após reportagem da revista “Veja”, que relatou que representantes do PR, partido ao qual pertence o ex-ministro e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Blairo Maggi

Ainda nesta quinta, os líderes das bancadas do PR no Congresso decidiram na tarde desta quinta-feira (7) indicar o senador Blairo Maggi (MT) para comandar o Ministério dos Transportes. O nome de Maggi foi definido em um encontro, que teve a presença além do próprio Maggi, do ex-ministro Alfredo Nascimento e dos líderes do PR no Senado, Magno Malta (ES), e na Câmara, Lincoln Portela (MG).

“O Blairo é o número um da lista do partido. É claro que a decisão é da presidente Dilma, mas os sinais que o governo deu é de que o PR poderia fazer a indicação. E vamos levar para ela [Dilma] o nome do Blairo”, afirmou Portela.

Iara Lemos Do G1, em Brasília